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Movimento

Brincar como forma de exercício

Em algum ponto do caminho, o movimento virou uma obrigação. Mas o corpo que subia em árvores e corria atrás dos amigos ainda está aí dentro, e ele adoraria brincar de novo.

Mulher de jaqueta preta caminhando por uma trilha entre grama verde e árvores durante o dia

Photo by Ladyfern Photos on Unsplash

Dicas rápidas

  • Escolha um jogo que você faria por diversão, não por dever.
  • Leve um amigo para virar um plano.
  • Marque um jogo ou uma aula fixa toda semana.

Volte no tempo, aos oito anos de idade. Você não agendava exercício. Você corria porque alguém estava te perseguindo, subia porque a árvore estava ali, ficava na rua até os postes acenderem porque parar nunca te passou pela cabeça. Movimento não era uma tarefa. Era só do que um dia era feito.

Aí a gente cresce, e o movimento é rebaixado a um item de lista. Algo para acompanhar, otimizar, sentir culpa. A palavra *treino* até carrega trabalho dentro dela na cabeça da gente. Não é à toa que tanta gente não consegue manter. Transformamos uma das coisas mais naturais que um corpo humano faz em dever de casa.

E se você não precisasse?

Brincar conta. Conta de verdade.

O seu coração não sabe a diferença entre uma esteira e um jogo de pega-pega. Ele sabe que você está se esforçando. Um jogo vigoroso de basquete, uma hora na piscina, um longo passeio de bicicleta para lugar nenhum em particular, uma pista de dança da qual você não consegue sair: tudo isso aumenta a sua frequência cardíaca, constrói força e queima energia exatamente como a academia faz. Muitas vezes mais, porque você esquece de olhar o relógio.

As diretrizes oficiais de atividade física para adultos recomendam cerca de 150 minutos de atividade moderada por semana, e não dizem que precisa ser miserável. Recreação, esportes e brincadeira ativa contam para esse total. Natação, trilha, chutar uma bola com os seus filhos, uma pelada, até uma noite de dança animada. Se aumenta o seu coração e põe o seu corpo em movimento, o seu corpo guarda do mesmo jeito.

Tem uma vantagem silenciosa escondida nisso. O CDC observa que um dos benefícios reais de se manter ativo é a chance de fazer coisas de que você de fato gosta e de passar tempo com pessoas. A atividade que você espera com vontade é a que você vai voltar a fazer. E voltar, semana após semana, é o ponto inteiro. Um programa perfeito que você abandona em março faz menos por você do que uma desajeitada partida de badminton que você ainda vai estar jogando em outubro.

O que brincar faz pela sua mente

É aqui que brincar ganha o seu lugar num site de saúde mental. O movimento de qualquer tipo é um dos elevadores de humor mais confiáveis que temos. O CDC relata que uma única sessão de atividade moderada a vigorosa pode reduzir sensações de ansiedade naquele mesmo dia, afiar o seu raciocínio e ajudar você a dormir melhor naquela noite. Com o tempo, se manter ativo reduz o risco de depressão e ajuda a proteger o cérebro conforme você envelhece.

Brincar acrescenta algo a mais por cima de tudo isso. É absorvente. Quando você está focado na bola, no ritmo, no próximo movimento, a parte preocupada da sua mente finalmente se cala. Essa pausa da ruminação é um tipo de remédio em si. E a maior parte da brincadeira é social, o que importa mais do que a gente admite. Uma pesquisa nacional da American Psychiatric Association descobriu que 83 por cento dos adultos que praticam esportes dizem que isso beneficia a sua saúde mental, com fazer parte de um time citado como uma das principais razões.

Você ganha o movimento e a conexão na mesma hora. Poucas coisas te dão os dois.

Encontrar a sua versão de brincar

Nem todo mundo quer entrar numa liga, e você não precisa. Brincar é o que quer que faça você perder a noção do tempo enquanto se move. O ponto é achar a sua, não tomar emprestada a de outra pessoa.

Algumas direções para vagar:

  • Qualquer coisa com bola. Basquete, futebol, tênis, pingue-pongue, uma rodada casual de jogar e pegar. O jogo puxa o esforço de você sem pedir.
  • Água. Natação, hidroginástica, ou só brincar numa piscina. Leve para as articulações, difícil de fazer de cara amarrada.
  • Dança. Uma aula, a sala de casa, um casamento. Poucas atividades aumentam a sua frequência cardíaca enquanto te fazem sorrir ao mesmo tempo.
  • O ar livre. Trilha, remo, ciclismo, escalada. A natureza acrescenta o próprio efeito calmante por cima do movimento.
  • Qualquer coisa com crianças ou um cachorro. Eles são máquinas incansáveis de brincar. Deixe que ditem o ritmo e você estará exausto antes de perceber.
  • Jogos em grupo. Frisbee, vôlei, uma liga recreativa. A atração social te tira de casa em dias em que a motivação sozinha não tiraria.

Repare no que genuinamente parece divertido, não no que parece impressionante. A diversão é o ponto e a estratégia ao mesmo tempo.

Como trazer a brincadeira de volta para uma vida adulta

Parece um pouco estranho no começo. Brincar pode parecer algo para o qual você é velho ou ocupado demais. Você não é. Aqui está como voltar aos poucos.

  1. Comece pelo que você já amou. Tinha um esporte, um jogo, uma dança em que você se iluminava? Comece por aí. O corpo lembra, e a faísca volta mais rápido do que você imagina.
  2. Baixe a aposta até o fim. Você não está fazendo teste para nada. Mal é uma forma perfeitamente boa de brincar. A competência vem de aparecer, e aparecer vem de não ter pavor disso.
  3. Leve alguém junto. Movimento com um amigo ou com a sua família deixa de ser uma obrigação e vira um plano que você odiaria cancelar. O compromisso com outra pessoa te carrega nos dias para baixo.
  4. Ponha no calendário como se importasse. Um jogo fixo de sábado ou uma aula de dança de terça vira algo que você faz, não algo que você vai fazer uma hora. O ritmo ganha da motivação toda vez.
  5. Deixe ser o suficiente. Você não precisa registrar, pontuar nem bater uma meta. Se você se moveu e gostou, funcionou. Essa permissão é o que faz as pessoas voltarem por anos.

Uma nota gentil e honesta

Brincar é movimento, e movimento pede algo do seu corpo. Se você ficou parado a maior parte do tempo por muito tempo, ou tem uma condição cardíaca, problema nas articulações, está grávida, ou qualquer coisa que te faça hesitar, converse com o seu médico antes de se jogar num jogo pesado. Aqueça um pouco. Entre na intensidade aos poucos em vez de ir com tudo no primeiro dia. Escolha a versão que combina com o corpo que você tem agora, e adapte à vontade. Não há prêmio por insistir numa dor que está te dizendo para parar.

E se movimento de qualquer tipo parece impossível agora, se o peso que você carrega é mais do que cansaço, isso vale conversar com um profissional. Brincar não é cura para tudo, e nunca foi para ser.

Para muitos de nós, porém, o problema nunca foi odiar se mexer. É que esquecemos que podia ser bom. A criança de oito anos que corria pela pura alegria ainda está aí dentro. Dê a ela uma bola, uma piscina, uma pista de dança, um campo aberto. Veja o que acontece.

Fontes

Antes de ir, uma palavra sobre cuidado

A KEEP CALM oferece ferramentas educativas e gratuitas de autoajuda. Isto não é orientação médica, diagnóstico ou terapia, e não substitui o atendimento profissional. Se algo aqui ressoar como mais do que o estresse do dia a dia, procurar um profissional é um passo forte e sensato.

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